e fosse eu provida de boa memória talvez lembrasse cada pormenor e aqueles preci[o]sos momentos que me fizeram amar, sorrir, sonhar e ser feliz nos últimos [muito curtos] doze meses. não são apenas boas recordações, mas é um balanço positivo, ou não tivesse eu esta anormal capacidade de fazer desaparecer do meu horizonte as tristezas e todas as dúvidas malvadas e castradoras, na última gaveta, bem lá no fundo.

2009 foi o ano da preguiça, dos projectos na gaveta, das viagens em linha de espera por um entusiasmo diferente e de muitos [demasiados mesmo] fins-de-semana passados em casa. foi o ano de muitas horas neste pequeno ecrã, quer fosse a escrever os disparates a que vos habituei, quer fosse a conhecer outras vidas deste mundo virtual. foi o ano da dedicação, de amar sem esperar, de estar sempre presente e de [mais uma vez] perceber que são poucas as pessoas que interessam e mais raras as que ficam. mas, mais-do-que-tudo-que-vos-pudesse-revelar, 2009 foi o ano das expectativas, portanto, se achas que já chega miúda, o mundo espera-te … lá fora, sem medo.

    • a um dia do dolce fare niente [fééééérias]
    • a dois dias do [doce e caloroso] Natal em família ♥
    • a quatro dias do 60º aniversário do paizão 
    • a seis dias do 30º aniversário do “maninho”
    • a oito dias da [desejada] escapadinha de fim-de-ano na neve
    • a nove dias de 2010 [full of hope and dreams ...]

se fosse elegido um local onde em caso algum maricid poderia trabalhar seriam as lojas femininas. quer fossem de roupa, acessórios ou sapatos … pois se ela, que até nem gosta nada de desporto, é vista a comprar peça-atrás-de-peça para usar no ginásio [mas só nas aulas de pilates, que a preguiça ainda não a abandonou], imaginem que estragos faria numa women’s secret, pull & bear ou até numa berska. “levo só para experimentar”, diz ela numa vã esperança de as devolver no dia seguinte. mas, claro está que não …

[no episódio de ontem de being Erica]

Erica a chorar conclui: “agora percebo porque é que as pessoas não falam. falar é muito intenso.”, porque é mais fácil fugir, fingir ou calar. talvez seja o medo que nos paralisa… o medo de magoar quem nos ouve ou ouvir o que não se deseja, mas é precisamente esse silêncio ensurdecedor que me deixa completamente [e irremediavelmente] maluca …

“if you can make a girl laugh … you can make her do anything”

 

os homens conquistam-se com um corpo [86-60-86], as mulheres com o próprio sorriso.

sempre ouvimos dizer que aprendemos até morrer. mais verdade ainda é que passamos a vida inteira a redescobrir-nos a nós próprios. ontem foi dia de me aperceber que apesar do “blá, blá, blá” sou [afinal] uma grande bloqueadora de conversas. vai de o assunto ir numa direcção mais séria que eu trato imediatamente de inverter o sentido …

“i need somebody to be lonely …

with me”

[via]

“quando a nossa consciência nos diz que não estamos no caminho certo, é porque não estamos mesmo! não insista. não bata mais com a cabeça na parede! por acaso acha que não merece melhor?”

[via]

não considero que mereça “melhor”, mas tenho a certeza (absoluta) que mereço mais … o que, provavelmente vai dar ao mesmo, e pior ainda, a culpa é só minha (oh miúda vai ser burra assim longe) … se eu ao menos tivesse tempo para meditar sobre o assunto, mas esta semana não dá mesmo, demasiado caótica. portanto, adiante …

há coisas que não vão acontecer … há que aceitar os factos e as circunstâncias …

é do conhecimento geral que todos os Homens devem “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho” … ora, se ter um blogue contar como escrever um livro e se aderir à campanha do bes pelo ambiente contar como plantar uma árvore … dois em três é bom.

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